Fernando Pessoa (1888 -
1935) foi um poeta e escritor português, nascido em Lisboa. É considerado um
dos maiores poetas da língua portuguesa e da literatura universal. Como poeta,
era conhecido por suas múltiplas personalidades, os heterônimos, que são até
hoje objeto da maior parte dos estudos sobre sua vida e sua obra. Ao longo de sua vida, Pessoa trabalhou em várias firmas comerciais de
Lisboa como correspondente de língua inglesa e francesa. Foi também empresário,
editor, crítico literário, jornalista, comentador político, tradutor, inventor,
astrólogo e publicitário, ao mesmo tempo que produzia a sua obra literária em verso e em prosa. Fernando Pessoa faleceu em Lisboa, com 47
anos de idade, vítima de uma cólica hepática causada por um cálculo biliar associado
à cirrose hepática.
Em relação aos seus
heterônimos temos Alberto Caeiro, esse heterônimo buscava o objetivismo
absoluto, eliminando todos os vestígios da subjetividade. É o poeta que busca
"as sensações das coisas tais como são". Opõe-se radicalmente ao
intelectualismo, à abstração, à especulação metafísica e ao misticismo. É o
menos "culto" dos heterônimos, o que menos conhece a Gramática e a
Literatura.
Já Ricardo Reis foi imaginado de relance pelo poeta em 1913
quando lhe veio à ideia escrever uns poemas de
índole pagã. Inspirado pela clareza, pelo equilíbrio e ordem do seu
espírito clássico greco-latino, procura atingir a paz e o equilíbrio sem
sofrer, através da autodisciplina e das doutrinas gregas do Epicurismo,
que se baseia num ideal de sabedoria que busca a tranquilidade da
alma, e Estoicismo que tem como ideal ético a apatia, ausência de envolvimento emocional
excessivo que permite a liberdade para que
se alcance a felicidade.
Contudo, Álvaro de Campos foi o único heterônimo de Pessoa a
manifestar fases poéticas diferentes, sendo elas: Decadentista, Futurista e
Intimista. Ele escrevia de forma a levar seus sentimentos ao máximo, e
exagerava no seu excesso de expressão, com pontuação exagerada, versos só com
verbos, estrangeirismo e neologismo, e desvios sintáticos.
Através dos heterônimos, Frenando Pessoa conduziu uma profunda reflexão sobre a relação entre verdade, existência e identidade, Este último fator possui notabilidade na famosa misteriosidade do porta. "Com uma falta de gente coexistível, como há hoje, que pode um homem de sensibilidade fazer senão inventar os seus amigos, ou quando menos, os companheiros de espírito?". Com isso, Fernando Pessoa nos mostra como demonstrar a personalidade assim como ele próprio demonstra como o desdobramento do "eu", a multiplicação de identidades e a sinceridade do fingimento, e foi assim que ele conseguiu sua criação literária. Somos moldados por nosso caráter podemos demonstrar sermos o que não somos, mas as raízes e o seu "eu" não se pode mudar.
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