Através do
Projeto Integrador, com o tema sobre literatura, tentamos mostrar como a
literatura entrou e mudou a vida dos autores que estudamos neste semestre.
Dentre esses autores temos Camões, Camilo Castelo Branco, Eça de Queirós,
Fernando Pessoa e José Saramago, cuja a intensão foi apresentar a biografia
desses autores e, mais do que isso, mostrar a seriedade, abordagem e assuntos
dos quais eles tratavam em relação a sociedade da época. Esses temas acabam
fazendo com que haja uma certa influencia nas
gerações póstumas desses autores em relação a escrita e críticas
sociais, já que a literatura é a forma mais delicada e perspicaz de passar
valores a uma sociedade. O trabalho foi realizado pelas alunas do 2º semestre
de Letras Franciele Cruz, Luana Ribeiro e Suelen Souza, com a orientação do
professor Davi de Oliveira, que juntas tentaram de forma resumida passar as
informações adquiridas nas pesquisas realizadas.
Para começarmos
essa pequena saga, temos o escritor português Luis Vaz de Camões.
Pouco
se sabe sobre a vida de Luis Vaz de Camões. Provavelmente o autor nasceu em
Lisboa em 1525, numa família da
pequena nobreza. Estudou na Universidade de Coimbra e supõe-se que tinha
estudado no Convento de Santa Cruz, no qual trabalhava seu tio Dom Bento de
Camões. Lutando contra os mouros, na investida portuguesa em Ceuta, em 1549,
perdeu o olho direito, motivo pelo qual futuramente suas imagens sempre
mostrariam o autor com um tapa-olho. Foi preso em 1552 por se envolver em uma
briga com um oficial da corte. Durante os nove meses em que passou na cadeia
começou a escrever Os Lusíadas. Livre, embarcou para o Oriente, em 1553, a
serviço militar. Voltou para Lisboa em 1569, depois de uma vida de miséria, e três anos
mais tarde publicou a primeira edição de Os Lusíadas. Camões morreu doente e na miséria no dia 10 de
Junho, um amigo seu mandou-lhe inscrever na lápide um epitáfio significativo:
“Aqui jaz Luís de Camões, príncipe dos poetas do seu tempo. Viveu pobre e
miseravelmente, e assim morreu.”.
Camões viveu na fase final do Renascimento europeu, um período marcado por muitas mudanças na cultura
e sociedade, que assinalam o final da Idade
Média e o início da Idade
Moderna e a transição do feudalismo para o capitalismo. No século XV, quando se iniciaram as navegações, coube a
Camões, no século seguinte, materializá-las. Nas suas obras dramáticas procurou
fundir elementos nacionalistas e clássicos. Sua mais marcante obra, Os Lusíadas, não é só história e apologia, mas uma crítica de
costumes, um ditado ético, um complexo e por vezes contraditório programa
político, e uma promessa de futuro melhor, um futuro que jamais foi sonhado
para qualquer povo. Outro tema significativo que ocorre na sua poesia
é o da transitoriedade das coisas do mundo, também trabalhada através dos
contrastes dialéticos e outros jogos de linguagem. Camões faz, na sua obra, uma
elaborada meditação sobre a condição humana, a partir da sua trabalhosa
experiência pessoal, que vê refletida e multiplicada no mundo.
Camões foi uma das mais fortes influências sobre
a formação e evolução da literatura, tanto no Brasil como em vários outros países da
Europa. Sua influência no Brasil começou a ser
efetiva a partir do período barroco, no século XVII, como se constata pelas
semelhanças entre Os Lusíadas e o primeiro épico brasileiro, a Prosopopeia,
de Bento Teixeira, de 1601. As poesias de Gregório
de Matos também foram muitas vezes decalcadas do modelo formal
camoniano, embora o seu conteúdo e tom fossem bem outros. Mas Gregório usou paródias, colagens, citações diretas e até cópias literais de trechos de vários
poemas de Camões para construir os seus. Gregório iniciou-se um processo de
diferenciação da literatura brasileira em relação à portuguesa, mas não pôde evitar,
ao mesmo tempo, de preservar muito da tradição camoniana.
Com isso, vemos como Camões utilizou sua obra
para propagar sua missão portuguesa de vangloriar os feitos dos heróis
portugueses e o catolicismo através da literatura, e como se tornou uma grande
influência para a literatura de outras épocas, países e autores.
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