segunda-feira, 8 de outubro de 2012

Fatores Desmotivacionais da Educação Brasileira.



A educação brasileira mostra cada vez mais sua decadência. Escolas sem verbas, falta de liberdade para trabalhar, salário ruim dos professores, entre outros, são fatores marcantes hoje em dia nas escolas. Devido a tais fatores muitos universitários não pretendem seguir a carreira docente, segundo a pesquisa divulgada pelo site Exame .
A educação não apresenta somente um ou dois problemas, existem situações muito mais complexas por trás de tudo isso. Algumas coisas me chamaram a atenção nos poucos meses que trabalhei como professora, a pressão que a diretoria de ensino coloca sobre as escolas e a falta de condição de se dar uma boa aula. Na rede estadual de ensino os professores são extremamente cobrados, pela diretoria de ensino, por resultados eficientes e que a cota de alunos aprovado no fim do ano seja a mais alta possível, entretanto como um professor pode trabalhar decentemente se a própria diretoria não disponibiliza verba para o aprendizado do aluno? Dentro das salas de aulas nos deparamos com materiais antiquados ou inúteis, no bom português, com cadernetas e leis que não nos permitem ensinar. Querem resultados sem disponibilizar nenhum recurso.
Um ponto importante, também, é a falta de educação das crianças que deveria vir de casa. Hoje os pais acham que a escola é ‘creche’, os professores babás e as coordenadoras e diretoras psicólogas. O professor entra em sala de aula, com seu material didático pobre e ainda tem que perder 15min, dos seus 50min de aulas, para fazer com que os alunos fiquem quietos, além de seguir todo o ritual de preparação e chamada antes de começar a lecionar. A chave desse problema esta na decadência da sociedade, o que consequentemente leva a escassez de professores, pois é um trabalho árduo que requer dedicação, colaboração e principalmente motivação.
O baixo salário também não motiva o pobre do professor, que tem que matar um leão a cada sala de aula que entra. Segundo a pesquisa do site UOL, um professor brasileiro ganhou, em média, US$ 16,3 mil por ano em 2009. Enquanto isso, na média, um profissional com formação e tempo de experiência equivalentes recebeu US$ 41,7 mil nos países da OCDE (Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico). Se for levada em consideração a situação do professor da rede pública, a comparação fica ainda pior, a média anual é U$ 15,4 mil. O salário médio de um professor da rede pública com curso superior e com, pelo menos, 15 anos de experiência (US$ 15,4 mil) não chega a metade (48,5%) da remuneração dos demais profissionais (US$ 31,7 mil) no Brasil. Os professores abocanham um valor equivalente a 1,5% do PIB nos dias de hoje. “Com 2% do PIB seria possível alcançar a média dos outros trabalhadores”, avalia Rubens Barbosa de Camargo. Segundo ele, a valorização do magistério passa ainda por melhoria nas condições de trabalho, como infraestrutura de qualidade e diminuição do número de alunos por sala.
Por isso, precisamos urgente melhorar não só o salário, que é uma das fontes motivacionais mais importantes dos professores, mas também toda a infraestrutura das escolas e a organização das instituições superiores que controlam as escolas.