A educação brasileira
mostra cada vez mais sua decadência. Escolas sem verbas, falta de liberdade
para trabalhar, salário ruim dos professores, entre outros, são fatores
marcantes hoje em dia nas escolas. Devido a tais fatores muitos universitários não
pretendem seguir a carreira docente, segundo a pesquisa divulgada pelo site Exame .
A educação não
apresenta somente um ou dois problemas, existem situações muito mais complexas
por trás de tudo isso. Algumas coisas me chamaram a atenção nos poucos meses
que trabalhei como professora, a pressão que a diretoria de ensino coloca sobre
as escolas e a falta de condição de se dar uma boa aula. Na rede estadual de
ensino os professores são extremamente cobrados, pela diretoria de ensino, por
resultados eficientes e que a cota de alunos aprovado no fim do ano seja a mais
alta possível, entretanto como um professor pode trabalhar decentemente se a própria
diretoria não disponibiliza verba para o aprendizado do aluno? Dentro das salas
de aulas nos deparamos com materiais antiquados ou inúteis, no bom português, com
cadernetas e leis que não nos permitem ensinar. Querem resultados sem disponibilizar
nenhum recurso.
Um ponto importante,
também, é a falta de educação das crianças que deveria vir de casa. Hoje os
pais acham que a escola é ‘creche’, os professores babás e as coordenadoras e
diretoras psicólogas. O professor entra em sala de aula, com seu material didático
pobre e ainda tem que perder 15min, dos seus 50min de aulas, para fazer com que
os alunos fiquem quietos, além de seguir todo o ritual de preparação e chamada
antes de começar a lecionar. A chave desse problema esta na decadência da
sociedade, o que consequentemente leva a escassez de professores, pois é um
trabalho árduo que requer dedicação, colaboração e principalmente motivação.
O baixo salário também
não motiva o pobre do professor, que tem que matar um leão a cada sala de aula
que entra. Segundo a pesquisa do site UOL, um professor brasileiro ganhou, em
média, US$ 16,3 mil por ano em 2009. Enquanto isso, na média, um profissional
com formação e tempo de experiência equivalentes recebeu US$ 41,7 mil nos
países da OCDE (Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico). Se
for levada em consideração a situação do professor da rede pública, a
comparação fica ainda pior, a média anual é U$ 15,4 mil. O salário médio de um professor da rede pública com
curso superior e com, pelo menos, 15 anos de experiência (US$ 15,4 mil) não
chega a metade (48,5%) da remuneração dos demais profissionais (US$ 31,7 mil)
no Brasil. Os professores abocanham um valor equivalente a 1,5% do PIB nos dias
de hoje. “Com 2% do PIB seria possível alcançar a média dos outros
trabalhadores”, avalia Rubens Barbosa de Camargo. Segundo ele, a valorização do
magistério passa ainda por melhoria nas condições de trabalho, como
infraestrutura de qualidade e diminuição do número de alunos por sala.
Por isso, precisamos urgente melhorar não só o
salário, que é uma das fontes motivacionais mais importantes dos professores, mas
também toda a infraestrutura das escolas e a organização das instituições
superiores que controlam as escolas.