terça-feira, 11 de dezembro de 2012

A Literatura na Vida dos Autores e da Sociedade. - José Saramago.


José Saramago nasceu na aldeia de Azinhaga, província do Ribatejo, no dia 16 de Novembro de 1922, porém o seu registro oficial menciona como data de nascimento o dia 18. A maior parte da sua vida decorreu em Lisboa, fez estudos secundários (“liceais” e técnicos) que, por dificuldades econômicas, não pôde prosseguir. O seu primeiro emprego foi como serralheiro mecânico, tendo exercido depois diversas profissões: funcionário da saúde e da previdência social, tradutor, editor, jornalista. Publicou o seu primeiro livro, um romance,  Terra do Pecado, em 1947. Entre abril e novembro de 1975 foi diretor adjunto do jornal  Diário de Notícias. A partir de 1976 passou a viver exclusivamente do seu trabalho literário, primeiro como tradutor, depois como autor. Casou com Pilar del Río em 1988 e em fevereiro de 1993 decidiu repartir o seu tempo entre a sua residência habitual em Lisboa e a ilha de Lanzarote, no arquipélago das Canárias (Espanha). Em 1998 foi-lhe atribuído o Prêmio Nobel de Literatura. José Saramago faleceu a 18 de Junho de 2010.
A literatura influenciou Saramago pela primeira vez quando tinha dezesseis anos de idade, ele descobriu nas bibliotecas públicas ‘a possibilidade de desenvolver autodidaticamente a sua formação para além da mera aprendizagem escolar’. Saramago foi um autodidata que se aventurou na literatura sem nenhuma orientação formal ou informal. Quando era ainda um aprendiz, ele se apaixonou pela poesia de Ricardo Reis antes de saber que o mesmo era um dos heterônimos de Fernando Pessoa.  Ele também desconhecia o neorrealismo da ficção portuguesa da década de quarenta bem como os textos da literatura marxista.  De leitor assíduo Saramago passou a escrever poesias, e quando tinha 24 anos de idade ele datilografou quarenta e quatro poemas seus, que ainda estão inéditos e preservados no seu arquivo.
Saramago foi um autor deliberadamente polêmico, sempre dando ênfase maior a temas de natureza política e religiosa. Segundo o escritor, há possibilidade de que a literatura possa contribuir para a transformação nos valores e na ética. A obra de Saramago se credencia, assim, como uma reflexão identitária que pode ser interpretada como um projeto de reapropriação do passado, tendo como meta o futuro da nacionalidade.
Como outros autores de épocas distintas, Saramago constitui uma grande fonte de inspiração para futuros escritores, devido aos temas polêmicos que ele aborda. Assim como em sua vida, a literatura mudou a vida de diversos autores, como os que já foram citados anteriormente, sendo um meio de passar valores a uma sociedade, mostrando de forma delicada a realidade do mundo e exibindo críticas que fazem com que haja uma reflexão sobre os fatos. Ainda hoje suas obras influenciam as pessoas, gerando muitas discussões, mostrando o quão delicado, polêmico e universal são os assuntos que esses escritores tratavam.

A Literatura na Vida dos Autores e da Sociedade. - Fernando Pessoa.


Fernando Pessoa (1888 - 1935) foi um poeta e escritor português, nascido em Lisboa. É considerado um dos maiores poetas da língua portuguesa e da literatura universal. Como poeta, era conhecido por suas múltiplas personalidades, os heterônimos, que são até hoje objeto da maior parte dos estudos sobre sua vida e sua obra. Ao longo de sua vida, Pessoa  trabalhou em várias firmas comerciais de Lisboa como correspondente de língua inglesa e francesa. Foi também empresário, editor, crítico literário, jornalista, comentador político, tradutor, inventor, astrólogo e publicitário, ao mesmo tempo que produzia a sua obra literária em verso e em prosa. Fernando Pessoa faleceu em Lisboa, com 47 anos de idade, vítima de uma cólica hepática causada por um cálculo biliar associado à cirrose hepática.
Em relação aos seus heterônimos temos Alberto Caeiro, esse heterônimo buscava o objetivismo absoluto, eliminando todos os vestígios da subjetividade. É o poeta que busca "as sensações das coisas tais como são". Opõe-se radicalmente ao intelectualismo, à abstração, à especulação metafísica e ao misticismo. É o menos "culto" dos heterônimos, o que menos conhece a Gramática e a Literatura.
Já Ricardo Reis foi imaginado de relance pelo poeta em 1913 quando lhe veio à ideia escrever uns poemas de índole pagã. Inspirado pela clareza, pelo equilíbrio e ordem do seu espírito clássico greco-latino, procura atingir a paz e o equilíbrio sem sofrer, através da autodisciplina e das doutrinas gregas do Epicurismo, que se baseia num ideal de sabedoria que busca a tranquilidade da alma, e Estoicismo que tem como ideal ético a apatia, ausência de envolvimento emocional excessivo que permite a liberdade para que se alcance a felicidade.
Contudo, Álvaro de Campos foi o único heterônimo de Pessoa a manifestar fases poéticas diferentes, sendo elas: Decadentista, Futurista e Intimista. Ele escrevia de forma a levar seus sentimentos ao máximo, e exagerava no seu excesso de expressão, com pontuação exagerada, versos só com verbos, estrangeirismo e neologismo, e desvios sintáticos.
Através dos heterônimos, Frenando Pessoa conduziu uma profunda reflexão sobre a relação entre verdade, existência e identidade, Este último fator possui notabilidade na famosa misteriosidade do porta. "Com uma falta de gente coexistível, como há hoje, que pode um homem de sensibilidade fazer senão inventar os seus amigos, ou quando menos, os companheiros de espírito?". Com isso, Fernando Pessoa nos mostra como demonstrar a personalidade assim como ele próprio demonstra como o desdobramento do "eu", a multiplicação de identidades e a sinceridade do fingimento, e foi assim que ele conseguiu sua criação literária. Somos moldados por nosso caráter podemos demonstrar sermos o que não somos, mas as raízes e o seu "eu" não se pode mudar.





A Literatura na Vida dos Autores e da Sociedade. - Eça de Queirós.


           José Maria Eça de Queirós nasceu em 1845, em Póvoa de Varzim, em Portugal. Com a morte dos avôs, foi estudar na cidade de Porto, entrou na tradicional Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra, em 1861. Tentou a carreira de advogado, mas por pouco tempo (1870). Ingressando na carreira diplomática em 1870, serviu em Havana, Bristol (Inglaterra) onde conheceu Ramalho Ortigão, que lhe ensinou Frances e a gostar de literatura. Juntos escrevem o romance O Mistério da Estrada de Sintra (1871). Finalmente em Paris, aos 40 anos, casasse com D. Emília de Castro Pamplona com quem tem quatro filhos. Em 1866, dedicando-se mais à literatura, colaborou na redação de "A Gazeta de Portugal" e participou dos debates literários na revista Portugal com a ajuda dos homens mais célebres de letras do seu tempo. Suas produções mais criticadas, em relação a Portugal, são as das décadas de 1870 e 1880. Considerado um dos grandes escritores portugueses de todos os tempos, Eça viveu mais da metade da vida fora do país natal, sem nunca deixar de refletir sobre ele. Eça de Queiros morreu aos 55, em agosto de 1900.
Buscando métodos seguros, menos subjetivos e sentimentais para expressar a realidade, Eça preparou uma série de novelas com as quais faria uma análise crítica da sociedade portuguesa. Muitas obras escritas pelo autor até o fim da vida nasceram dessa motivação e através de Ramalho Ortigão que mostrou e influenciou-o a literatura. No Romantismo ao invés de estudar o homem, Eça inventava-o e estudava-o à realidade social, toda diferença entre o Idealismo e o Naturalismo está nisso. O primeiro falsifica, e o segundo verifica. A principal influência literária da fase naturalista de Eça de Queiroz é atribuída aos escritores franceses Émile Zola, maior expoente do Naturalismo, e Gustave Flaubert, cuja obra lhe apontou os caminhos de saída da Literatura romântica.
            Seus primeiros romances, O Crime do Padre Amaro e O Primo Basílio, são marcados pelo naturalismo, movimento que animou a produção literária do Ocidente no final do século XIX, foi muito influenciado pelas transformações científicas, filosóficas e sócias do período, que enfatiza o determinismo social para explicar a trajetória dos personagens. A sociedade da época e de hoje em dia são influenciadas pelas obras de Eça que mostravam a realidade e o conflito entre a família, como por exemplo, nas obras O Primo Basílio, O Crime do Padre Amaro e Os Maias, pois todas essas obras tinham um fundo real.
A partir de Os Maias (1888), suas obras se afastam da estética naturalista. O narrador passa a ser mais complexo do que nos primeiros livros, pois, em vez de simplesmente relatar os fatos e pensamentos de forma objetiva, entra na consciência dos personagens. Isso é novo para os padrões do realismo da época. As últimas obras de Eça, como A Ilustre Casa de Ramires e A Cidade e as Serras, manifestam no mundo moderno e um desejo de retorno às origens.
Por fim, Eça de Queirós é o representante maior da prosa realista em Portugal. Grande renovador do romance abandonou a linha romântica, e estabeleceu uma visão critica da realidade. Afastou-se do estilo clássico, que pendurou por muito tempo na obra de diversos autores românticos, deu a frase uma maior simplicidade, mudando a sintaxe e inovando na combinação das palavras. Evitou a retórica tradicional e os lugares comuns, criou novas formas de dizer, introduziu neologismos e, principalmente utilizou o adjetivo de maneira inédita e expressiva. 

A Literatura na Vida dos Autores e da Sociedade. - Camilo Castelo Branco.


       Camilo Castelo Branco nasceu em Lisboa, no Largo do Carmo, em 16 de Março de 1825. Ficou órfão cedo e foi criado por parentes, com crises e dificuldade na infância e adolescência. Casou-se aos 16 anos, mas rapidamente abandonou a mulher e foi para o Porto, onde iniciou um curso de medicina (1844) e direito em Coimbra (1845), mas viu que ainda não era o que queria e desistiu. Cursou jornalismo (1848) e, dois anos depois, matriculou-se no seminário do Porto (1850), que logo trocou a vida pela leitura de escritores franceses. Apaixonou-se por Ana Augusta Plácido, uma mulher casada, que também apaixonada largou do marido para viver com ele, por sinal acabam sendo presos por adultério (1861). Após serem libertos viveram de literatura, quase cego e com um filho louco, além dos problemas financeiros, suicidou-se com um tiro, em São Miguel de Seide, Vila Nova de Famalicão.
Romancista, cronista, crítico, dramaturgo, historiador, poeta, tradutor, é um dos melhores Romancistas em Portugal. Teve uma vida de desventuras amorosas, impulsos, paixões, romantismo e agindo sem muita reflexão. Leu várias obras da literatura Francesa e através desses fatos que serviu de inspiração para alguma de suas obras literárias. Foi o primeiro escritor de língua portuguesa a viver de seus livros literários, que se traduziu em mais de duzentos e sessenta escritos, que nunca prejudicou a dimensão da sua obra, de referência na literatura portuguesa. Pelo realismo do diálogo, sua obra tem intenção sociológica, mas, por outro lado, trata-se do ultrarromantismo nos temas de características psicológicos e amorosos, obras inteiramente criadas em torno de romances e novelas.
Na obra Amor de Perdição, Camilo Castelo Branco mostra uma visão mais ampla da sociedade de sua época, como por exemplo, a moral vigente. Discute a questão do casamento por encomenda, onde o casamento estava mais voltado para um acordo financeiro do que propriamente para a busca da felicidade. Discute-se, ainda o poder da burguesia que tem força para mudar as leis, a seu bel-prazer. Isso fica evidenciado no episódio da prisão de Simão, quando seu pai procura salvá-lo da morte usando todo seu prestígio. A sociedade é vista de forma crítica, Camilo denuncia a hipocrisia burguesa e a igreja é vista de forma negativa, que se pode perceber quando Teresa pensa que vai encontrar a salvação no convento, mas se depara com a falsidade, com as intrigas e, sobretudo, com os vícios das freiras. Nessas passagens, já podemos perceber certa influencia do movimento realista, o qual já se firmava no resto da Europa.

A Literatura na Vida dos Autores e da Sociedade. - Camões.

Através do Projeto Integrador, com o tema sobre literatura, tentamos mostrar como a literatura entrou e mudou a vida dos autores que estudamos neste semestre. Dentre esses autores temos Camões, Camilo Castelo Branco, Eça de Queirós, Fernando Pessoa e José Saramago, cuja a intensão foi apresentar a biografia desses autores e, mais do que isso, mostrar a seriedade, abordagem e assuntos dos quais eles tratavam em relação a sociedade da época. Esses temas acabam fazendo com que haja uma certa influencia nas gerações póstumas desses autores em relação a escrita e críticas sociais, já que a literatura é a forma mais delicada e perspicaz de passar valores a uma sociedade. O trabalho foi realizado pelas alunas do 2º semestre de Letras Franciele Cruz, Luana Ribeiro e Suelen Souza, com a orientação do professor Davi de Oliveira, que juntas tentaram de forma resumida passar as informações adquiridas nas pesquisas realizadas.


Para começarmos essa pequena saga, temos o escritor português Luis Vaz de Camões.


Pouco se sabe sobre a vida de Luis Vaz de Camões. Provavelmente o autor nasceu em Lisboa em 1525, numa família da pequena nobreza. Estudou na Universidade de Coimbra e supõe-se que tinha estudado no Convento de Santa Cruz, no qual trabalhava seu tio Dom Bento de Camões. Lutando contra os mouros, na investida portuguesa em Ceuta, em 1549, perdeu o olho direito, motivo pelo qual futuramente suas imagens sempre mostrariam o autor com um tapa-olho. Foi preso em 1552 por se envolver em uma briga com um oficial da corte. Durante os nove meses em que passou na cadeia começou a escrever Os Lusíadas. Livre, embarcou para o Oriente, em 1553, a serviço militar. Voltou para Lisboa em 1569, depois de uma vida de miséria, e três anos mais tarde publicou a primeira edição de Os Lusíadas. Camões morreu doente e na miséria no dia 10 de Junho, um amigo seu mandou-lhe inscrever na lápide um epitáfio significativo: “Aqui jaz Luís de Camões, príncipe dos poetas do seu tempo. Viveu pobre e miseravelmente, e assim morreu.”.
Camões viveu na fase final do Renascimento europeu, um período marcado por muitas mudanças na cultura e sociedade, que assinalam o final da Idade Média e o início da Idade Moderna e a transição do feudalismo para o capitalismo. No século XV, quando se iniciaram as navegações, coube a Camões, no século seguinte, materializá-las. Nas suas obras dramáticas procurou fundir elementos nacionalistas e clássicos. Sua mais marcante obra, Os Lusíadas, não é só história e apologia, mas uma crítica de costumes, um ditado ético, um complexo e por vezes contraditório programa político, e uma promessa de futuro melhor, um futuro que jamais foi sonhado para qualquer povo. Outro tema significativo que ocorre na sua poesia é o da transitoriedade das coisas do mundo, também trabalhada através dos contrastes dialéticos e outros jogos de linguagem. Camões faz, na sua obra, uma elaborada meditação sobre a condição humana, a partir da sua trabalhosa experiência pessoal, que vê refletida e multiplicada no mundo. 
Camões foi uma das mais fortes influências sobre a formação e evolução da literatura, tanto no Brasil como em vários outros países da Europa. Sua influência no Brasil começou a ser efetiva a partir do período barroco, no século XVII, como se constata pelas semelhanças entre Os Lusíadas e o primeiro épico brasileiro, a Prosopopeia, de Bento Teixeira, de 1601. As poesias de Gregório de Matos também foram muitas vezes decalcadas do modelo formal camoniano, embora o seu conteúdo e tom fossem bem outros. Mas Gregório usou paródias, colagens, citações diretas e até cópias literais de trechos de vários poemas de Camões para construir os seus. Gregório iniciou-se um processo de diferenciação da literatura brasileira em relação à portuguesa, mas não pôde evitar, ao mesmo tempo, de preservar muito da tradição camoniana.
Com isso, vemos como Camões utilizou sua obra para propagar sua missão portuguesa de vangloriar os feitos dos heróis portugueses e o catolicismo através da literatura, e como se tornou uma grande influência para a literatura de outras épocas, países e autores.

sexta-feira, 30 de novembro de 2012

segunda-feira, 8 de outubro de 2012

Fatores Desmotivacionais da Educação Brasileira.



A educação brasileira mostra cada vez mais sua decadência. Escolas sem verbas, falta de liberdade para trabalhar, salário ruim dos professores, entre outros, são fatores marcantes hoje em dia nas escolas. Devido a tais fatores muitos universitários não pretendem seguir a carreira docente, segundo a pesquisa divulgada pelo site Exame .
A educação não apresenta somente um ou dois problemas, existem situações muito mais complexas por trás de tudo isso. Algumas coisas me chamaram a atenção nos poucos meses que trabalhei como professora, a pressão que a diretoria de ensino coloca sobre as escolas e a falta de condição de se dar uma boa aula. Na rede estadual de ensino os professores são extremamente cobrados, pela diretoria de ensino, por resultados eficientes e que a cota de alunos aprovado no fim do ano seja a mais alta possível, entretanto como um professor pode trabalhar decentemente se a própria diretoria não disponibiliza verba para o aprendizado do aluno? Dentro das salas de aulas nos deparamos com materiais antiquados ou inúteis, no bom português, com cadernetas e leis que não nos permitem ensinar. Querem resultados sem disponibilizar nenhum recurso.
Um ponto importante, também, é a falta de educação das crianças que deveria vir de casa. Hoje os pais acham que a escola é ‘creche’, os professores babás e as coordenadoras e diretoras psicólogas. O professor entra em sala de aula, com seu material didático pobre e ainda tem que perder 15min, dos seus 50min de aulas, para fazer com que os alunos fiquem quietos, além de seguir todo o ritual de preparação e chamada antes de começar a lecionar. A chave desse problema esta na decadência da sociedade, o que consequentemente leva a escassez de professores, pois é um trabalho árduo que requer dedicação, colaboração e principalmente motivação.
O baixo salário também não motiva o pobre do professor, que tem que matar um leão a cada sala de aula que entra. Segundo a pesquisa do site UOL, um professor brasileiro ganhou, em média, US$ 16,3 mil por ano em 2009. Enquanto isso, na média, um profissional com formação e tempo de experiência equivalentes recebeu US$ 41,7 mil nos países da OCDE (Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico). Se for levada em consideração a situação do professor da rede pública, a comparação fica ainda pior, a média anual é U$ 15,4 mil. O salário médio de um professor da rede pública com curso superior e com, pelo menos, 15 anos de experiência (US$ 15,4 mil) não chega a metade (48,5%) da remuneração dos demais profissionais (US$ 31,7 mil) no Brasil. Os professores abocanham um valor equivalente a 1,5% do PIB nos dias de hoje. “Com 2% do PIB seria possível alcançar a média dos outros trabalhadores”, avalia Rubens Barbosa de Camargo. Segundo ele, a valorização do magistério passa ainda por melhoria nas condições de trabalho, como infraestrutura de qualidade e diminuição do número de alunos por sala.
Por isso, precisamos urgente melhorar não só o salário, que é uma das fontes motivacionais mais importantes dos professores, mas também toda a infraestrutura das escolas e a organização das instituições superiores que controlam as escolas.